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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cidade que faz "dieta" de pessoas

A cidade de Detroit perdeu 25% da sua população na última década. Mas em vez de verem nisso um problema, os autarcas dizem que a cidade só está a fazer uma "dieta" de pessoas, assim como nós cortamos calorias para ficarmos mais bonitos!! E que isso só faz é bem, à cidade, entenda-se. Ah, este ano a população mundial deve chegar aos 7 mil milhões. Será que o planeta também vai fazer esta "dieta" louca? A história é contada pelo Planetizen.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quando o cocó de cão ilumina candeeiros


É verdade, é possível e já está a acontecer. O projecto chama-se "Park Spark". Saber mais aqui. Genial.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A energia dos norte-americanos

Um novo estudo vem hoje dizer que os norte-americanos estão a gastar menos energia e a que gastam é mais renovável. O Science Daily dá a notícia.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"A era dos extremos"

Se a meteorologia que rege os nossos dias fosse um livro, teria o título do livro de Eric Hobsbawm, de 1994: "A Era dos Extremos".
Será que "precisamos" de catástrofes para sermos abanados da inércia? Tivemos o Katrina em 2005, depois um período recheado dos problemas ambientais tradicionais (queixas chatas para os decisores políticos resolverem, ou não) e depois, este ano, parece que tudo chegou aos tropeções. Mesmo após o desaire que foi a cimeira climática de Dezembro. À semelhança de um castigo por mau comportamento.
Como não sou uma céptica climática, acredito que, para proteger o clima, precisamos deste estímulo negativo: maré negra no Golfo do México, deslizamentos de terras devido às chuvas fortes na China, Europa Central, as monções anormalmente rigorosas no Paquistão e a onda de calor e os incêndios na Rússia. Surpreende a intensidade dos fenómenos mas também a sua simultaneidade.
Em Portugal, parece que funcionamos melhor com os estímulos positivos que nos chegam em forma de financiamentos europeus para o Ambiente. Porque os nossos "fenómenos extremos" ainda não chegam para nos convencer. Deve haver quem esteja pior...
Provavelmente, o conceito de "ambientalismo" já não é suficiente para abarcar este desafio à cultura humana e teremos de inventar outro que nos conduza ao paradigma da sustentabilidade.

terça-feira, 15 de junho de 2010

À espera do discurso de Obama hoje às 20h00 (00h00 em Lx)

O Presidente Barack Obama dirige-se esta noite aos norte-americanos para falar da maré negra no Golfo do México. Aquilo que a BP dizia vir a ter consequências mínimas está a dominar a atenção da Casa Branca, fazendo passar para segundo plano questões como a reforma de Wall Street. Obama reconheceu a catástrofe como o 9/11 ambiental.
Nesta história que já dura desde 20 de Abril, ninguém se está a sair bem e todos estão preocupados. Obama tem hoje uma oportunidade para mostrar que aprendeu alguma coisa com a maré negra e para tomar medidas que desviem os EUA da sua dependência dos combustíveis fósseis. Este seria um sinal de encorajamento para uma comunidade internacional que, desde a conferência de Copenhaga em Dezembro, está à procura de líderes climáticos fortes para o pós-2012.
Podem assistir ao discurso no site da Casa Branca e ler o que se escreve na Grist Magazine, Politico, New York Times... pronto, já chega.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lei climática norte-americana: será que é desta?

Segundo o site Politico.com, a Casa Branca prepara-se mais uma vez para tentar passar a lei climática norte-americana, muito aguardada pela comunidade internacional, já desde antes da cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Vamos ver se é desta que os Estados Unidos sobem a bordo deste barco...

Como a BP lida com um copo de café derramado...

Simplesmente genial!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Maré negra e BP

Para Tom Bower, autor de "The Squeeze: Oil, Money and Greed in the 21th Century" e comentador no jornal "The Guardian", foi John Browne, o antecessor do actual director-executivo da BP (Tony Hayward, no cargo desde 2007), quem abriu a porta para a maré negra no Golfo do México. Era conhecido por "Sun King". Este conseguiu, na década de 90, transformar uma empresa moribunda na segunda maior petrolífera do mundo.

De facto, entre 2004 e 2006, a BP descuidou a manutenção das suas plataformas (para reduzir custos), o que acabou por causar um derrame no Alasca, uma explosão numa das refinarias no Texas (morreram 15 pessoas) e um acidente na plataforma Thunder Horse no Golfo do México.

Agora, Hayward tem pela frente um fardo pesado, feito do "desespero" dos políticos em Washington em salvar a pele, dos advogados que batalham por indemnizações e da ira dos cidadãos que querem vingança. E Hayward parece estar a mover-se a passo de caracol. "Restoring the corporation in the current crisis needs a superman. Hayward does not fit the description", diz Bower.

Ainda assim, a BP parece ter sobrevivência garantida. "The insatiable demand for oil practically ensures its survival".

"Oil is a risky business", lembra.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Catástrofes e maré negra no Golfo do México

"As lições que o mundo ainda precisa de aprender não são apenas as que estão relacionadas com a preparação para a catástrofe, mas com a prevenção da catástrofe".

Richard Hamblyn, "Terra - Acontecimentos que mudaram o mundo" (2009)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Thomas L. Friedman, Obama e maré negra

Friedman, autor de livros como "The World Is Flat" (2005) e "Hot, Flat, and Crowded" (2008) e colunista no "New York Times", tem escrito sobre a maré negra no Golfo do México e a política energética da administração Obama.
Este escritor compara a maré negra, não ao Katrina - porque considera que Obama e a sua equipa têm coordenado bem as operações de limpeza, ao contrário do que aconteceu na era Bush com o furacão em Nova Orleães - , mas ao 11 de Setembro do Ambiente. Isto porque, diz, o 11 de Setembro de 2001 representou um daqueles raros momentos que conseguem criar a possibilidade para um país realizar algo de verdadeiramente importante e duradouro e que é demasiado difícil de conseguir em tempos normais. No entender de Friedman, Bush não o conseguiu com o 9/11; Obama parece não o estar a conseguir com esta maré negra. Seria uma oportunidade para reformar a política energética, reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis como o petróleo. A 5 de Maio, Friedman escrevia no NYT que a resposta a esta maré negra poderá bem tornar-se no mais importante teste à liderança da presidência Obama. Por enquanto, diz o escritor, Obama está a sair-se bem a "perseguir" os líderes das empresas envolvidas no derrame mas não oferece nenhuma grande estratégia para acabar com a dependência norte-americana do petróleo. A prova é o seu apoio "tépido" à lei climática Kerry/Lieberman/Graham.
E cita um analista do sector energético, David Rothkopf: "sometimes a problem reaches a point of acuity where there are just two choices left: bold action or permanent crisis. This is such a moment for our energy system and environment".
Por isso, sr. Obama, não diga aos americanos que o seu papel é apenas odiar a BP ou fazer compras no Mississipi; talvez o país esteja à espera do tiro de partida para uma nova era energética e de liderança ambiental norte-americana.

Sem palavras...

Que todos devemos adoptar estilos de vida mais sustentáveis, tudo bem. Todos estamos dispostos a fazer mais aquele sacrifício para resgatar o planeta da destruição... Mas há coisas que, enfim, não devem ser levadas à letra.
Agora digam-me lá quem é que se lembra de usar um soutien que também serve de vaso para plantar arroz!!!? Sim, é verdade. O modelo existe e quem se lembrou foi a Triumph japonesa. Tudo pela agricultura local (o mais possível). Quem se quiser admirar, pode espreitar aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Oito anos depois do Prestige, ainda há sinais da maré negra


Desde o final de Abril que a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México, pôs o mundo a falar, mais uma vez, de marés negras.
E é impressionante como, oito anos depois do acidente do "Prestige", haja praias da Galiza onde ainda existem bocados de petróleo. Como contou ontem a CNN. Na praia rochosa de Cuña, bocados de crude ainda estão agarrados às rochas.
Mas não foi só isto que o acidente deixou. Depois do Prestige, a União Europeia tomou medidas para restringir a actividade de navios velhos, de casco único. E o Governo espanhol investiu em navios de combate à poluição.
Será que a maré negra do Golfo do México pode aprender alguma coisa com as lições do Prestige?

quarta-feira, 31 de março de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

O que nos leva a ser mais sustentáveis?

Adam Corner, do jornal britânico "The Guardian", comenta o estudo divulgado ontem sobre as nossas opções sustentáveis. Mostrar que somos amigos do Ambiente e o nosso estatuto social influenciam muito mais as nossas escolhas pelo "green living" do que as razões éticas. É um tema interessante para uma boa discussão.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Novo olhar para a nossa pegada no planeta

Andrew Revkin, jornalista norte-americano especializado em questões do ambiente, chama a atenção no seu blog Dot Earth para o trabalho de Adam Nieman. Este propõe novas formas visuais para olharmos para a nossa pegada no planeta. Vale muito a pena seguir o seu trabalho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Adeus a detergentes e sabão!?

Há quem esteja a inventar uma maneira de lavar, por exemplo, a louça sem precisa de usar detergentes ou sabão. Só água. Os rios agradeceriam...

Há alternativas para tudo...

... nos dias que correm. Até para o cimento!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os hábitos e os carris

"O mais difícil é mudar hábitos. Obrigar-nos a nós próprios a sair dos carris e a viver de maneira diferente".

Colin Beavan, "Impacto Zero".